Neste post, reuni as entrevistas que fiz com alguns fotógrafos para o programa GAZ+ da ÓTV.
A foto que ilustra este texto, é uma reprodução das fotos do Augusto de Lavigne.
Para ver, basta clicar nos nomes...
Debora Spanhol
Guto Lavigne
Nina Vilas Boas
Pablo Vaz
Vitor Augusto
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, Boni, é um dos grandes nomes da televisão brasileira. Ao lado de Walter Clark, construiu a identidade da principal emissora do país, estabelecendo uma programação bem sucedida e aquilo que passou a ser conhecido como ‘padrão Globo de qualidade’.
Entrevistei Boni, para a Revista Verbo e agora disponibilizo on-line.
Alexandre Gurtat: Você é o criador do padrão globo de qualidade. Este é o grande diferencial da emissora? É isso que a mantém na liderança até hoje?
Boni: O Padrão Globo de Qualidade é um rótulo criado pela imprensa para se referir ao trabalho que fizemos na Globo por um bom tempo. Creio que esse diferencial vem sustentando a emissora à despeito dos problemas de criação e estratégia que ela atravessou nos últimos dez anos.
Alexandre Gurtat: Quando o fantástico mudou de “visual” perdeu audiência. As pessoas têm medo do novo na TV?
Boni: Visual ou seja forma influi muito pouco na audiência. O Fantástico perdeu conteúdo, acomodou-se. Ficou velho ao invez de renovar.
Alexandre Gurtat: São as novas mídias que tiram o público da TV?
Boni: As novas mídias tiram uma parcela da audiência da TV aberta, mas essa perda é pouco expressiva. Gratuita e variada a radiodifusão tem ainda muito tempo de vida útil.
Alexandre Gurtat: Em entrevista ao colunista Daniel Castro, da Folha de São Paulo, você diz que a única novidade que apareceu na TV nos últimos tempos foi o Big Brother Brasil. Por que? As emissoras têm medo de inovar?
Boni: Não sei. Talvez apostem em inovações equivocadas ou falte criação. O importante é que as emissoras estejam conscientes disso e se recuperem. Vejo a Globo,sob a direção do Octavio Florisbal, empenhada nisso.
Alexandre Gurtat: Um dos maiores fenômenos comerciais da temporada 2009 é o BBB. Segundo estimativas o faturamento do reality show é maior que o faturamento anual da Rede TV. O que você acha deste programa que é dirigido pelo seu filho, o Boninho? Estamos vivendo a era dos reality shows?
Boni: O Big Brother é um sucesso mundial. Não é o meu gênero, mas o Boninho faz o melhor Big Brother entre todos os internacionais. O Boninho é muito criativo e leva bem o BBB.O programa é chato, mas fatura.
O site gurtat.com entrevistou Fernando Maleski, jornalista de Cascavel, sobre como começou a escrever e para onde escreve atualmente.
gurtat.com: Quando começou a escrever e a quanto tempo escreve colunas sobre política?
Maleski: Começei a escrever 20 anos atrás, mas hoje não estou mais escrevendo coluna para jornais.
Depois de 11 anos de colunas de política, resolvi dar um tempo e investir em algo novo, livre das amarras de tempo e compromissos políticos e econômicos que toda a empresa de comunicação tem. Liberdade de expressão na imprensa só vai até a onde o cliente começa a pagar o contrato de publicidade.
Por isto, estou com o blog do maleski.
gurtat.com: Qual a repercussão do que você escreve?
Maleski: A repercussão do que escrevo é difícil para eu avaliar.
Mas se vivo disto há mais de 20 anos, deve ter alguma.
Por exemplo, o meu blog está com quase 21 mil acessos em menos de três meses. Isto dá uma média de leitura de quase 300 acessos por dia. Como é um blog ainda em fase experimental, em construção e adaptação de um estilo para outro totalmente novo. Não fiz ainda divulgação, a não ser entre os amigos... Acho que a repercussão é boa.
É lógico que nos tempos de Jornal Hoje e Gazeta do Paraná, a coluna tinha mais força.
Mas estou me esforçando para chegar lá.
Para saber mais sobre o blog do Maleski acesse o site: www.blogdomaleski.blogspot.com
O site gurtat.com entrevistou o Piloto Fernando Gonçalves Coelho JR., professor de direito aeronáutico, membro da Sociedade Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) e mestre em direito internacional sobre como está a situação na aeronáutica brasileira depois de um ano do acidente envolvendo o Airbus da TAM.
gurtat.com: O que mudou na aviação brasileira depois do acidente 3054?
Fernando: Após o acidente com o Airbus da TAM não houve muita mudança no cenário aéreo do Brasil. Em síntese, a pista de Congonhas continua muito curta, oferecendo pouca segurança (ou quase nenhuma a mais do que a ofertada no dia do mencionado acidente), inexistindo área de escape para aeronaves. Nos demais aeroportos a situação se mantém muito semelhante à do ano passado. Basicamente, podemos afirmar que a malha aérea brasileira foi revista pelas próprias cias. Aéreas; houve compra de mais aviões pelas grandes empresas e o valor das passagens aumentou bastante, o que gera a sensação de aparente calmaria e segurança no espaço aéreo nacional.
gurtat.com: O que ainda não mudou e deve mudar com urgência?
Fernando: Acredito que devemos ter uma política aérea pautada em quesitos puramente técnicos e profissionais. Há, hoje, muita confusão entre funções de controladores militares e civis e uma visão míope e pouco apurada por parte da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, que é um elefante branco nos céus brasileiros. Eu insisto no retorno do DAC, Departamento de Aviação Civil, comandado pela Aeronáutica, até que se prepare civis para tal mister, mas isso demanda tempo, investimento e treinamento adequado.
gurtat.com: Como você analisa hoje a maior catástrofe da aviação brasileira?
Fernando: O acidente com o vôo 3054 maculou a tradição aérea nacional, ceifou dezenas de vidas de inocentes e mostrou o desinteresse e a irresponsabilidade das autoridades brasileiras, no que se refere à qualidade do transporte aéreo no Brasil. Ela era evitável, mas nada foi feito para impedí-la. Em palestra no Rio Grande do Sul, insisti na tecla que a qualquer momento um novo acidente poderia ocorrer. Infelizmente nada foi feito e de fato o pior aconteceu.
gurtat.com: Já podemos dizer de quem foi à culpa do acidente?
Fernando: As investigações prossegem mas já temos alguns indícios fortes dos responsáveis. A Polícia Civil do Estado de São Paulo possui um inquérito a respeito. Vale lembrar que o acidente ocorreu numa área federal. Assim, a Polícia Federal é que, em princípio, deveria conduzir as investigações. Inicialmente tentaram apontar os pilotos como os causadores do ocorrido. Será que pilotos extremamente experientes não saberiam frear uma aeronave? É o mesmo que, se dizer que um motorista com anos de estrada, simplesmente esqueceu de como se freia um carro.
gurtat.com: O que podemos (devemos) esperar do futuro aeronáutico brasileiro?
Fernando: Os investimentos em aeroportos e em radares ainda é mínimo. O PAC, o programa de aceleração da economia, reservou pouquíssima verba para a infra-estrutura aeroportuária brasileira. No mais, existem informações na mídia sobre a corrupção em estatais do setor aéreo. A não ser na Força Aérea, o que se assiste até o momento, é um amadorismo completo por parte do Governo.
Fernando Gonçalves Coelho JR. é professor de direito aeronáutico e internacional. Membro-efetivo da Sociedade Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, Mestre em Direito Internacional pela UFMG, Professor da Escola Superior de Aeronáutica, Advogado e Consultor Jurídico.
Você já ouviu falar sobre a Cultura CELTA? O Site gurtat.com conversou com Ioldanach. Ele é um aficionado nos estudos da cultura, história e mitologia celta. Morador do Rio de Janeiro, tem 37 anos e desde os 12 anos estuda sobre esta Cultura. Ele prefere ser chamado apenas de Ioldanach, e por isso o site não vai divulgar seu nome.
gurtat.com: O que é CELTA?
Ioldanach: Celta refere-se uma cultura da Idade do Ferro que fincou bases numa vasta região do continente europeu.
gurtat.com: O que é ser um Celtista?
Ioldanach: Celtista diz respeito à pessoa que é aficionada no estudo da cultura, história e mitologia celta, como é meu caso; Eu fico restrito ao estudo, mas há colegas que além de Celtistas são os chamados “CR” (Celtistas Reconstrucionistas).
gurtat.com: O que são os CR?
Ioldanach: Os CR são pesquisadores também, mas vão além e têm uma abordagem místico-religiosa sobre o tema.
gurtat.com: Qual outra abordagem os CR dão ao tema?
Ioldanach: Eles têm como intenção maior reviver a cultura celta, claro que adaptando aos dia de hoje. Não devem ser confundidos com os Wiccans
gurtat.com: Como seria reviver a cultura celta? Como eles viviam? E o que são os Wiccans?
Ioldanach: Os CR pesquisam como os celtas viviam no passado e buscam reviver estes costumes nos dias de hoje. Representa dizer a música, a religião e assim por diante. Já os Wiccans são o que chamam de “Bruxos Modernos”. É um movimento criado no final do século XIX que mescla ocultismo, satanismo, ritos maçons e também cultura celta. O seu precursor foi Gerald Gardner. Por ser uma visão muito deturpada da cultura celta, isso gera uma espécie de divisão. Existe, por exemplo, a ABRAWICCA que agrega os representantes da Wicca no Brasil; da parte dos CR houve várias tentativas de organização, sendo a mais rumorosa a ODB (Ordem Druida do Brasil), porém não deu certo.
gurtat.com: Como você conheceu esta Cultura?
Ioldanach: O assunto despertou-me mais atenção por que, apesar de ser um povo que foi precursor de uma tecnologia de ponta na época (metalurgia do ferro), eles não têm destaque nos livros de história e tampouco apesar desta vantagem, não chegaram a constituir um império.
gurtat.com: Por que os Celtas não chegaram a construir nenhum império?
Ioldanach: Existem várias explicações.Uma delas é que eles estavam, por exemplo, cercados de vizinhos bem hostis e faltava unidade política.
gurtat.com: Por que não lemos sobre os Celtas em livros de história tradicionais?
Ioldanach: Bom, normalmente é relatada uma certa visão comprometida a exaltar o legado europeu em certas particularidades; não se fala da contribuição árabe, por exemplo. A idéia básica é firmar no legado greco-romano de um lado e exaltar a herança judaico-cristã do outro. Tudo mais é encarado como hostilidade ou menosprezo.
gurtat.com: Onde você encontra material de pesquisa sobre a cultura Celta hoje?
Ioldanach: Existem poucos livros em português. Há muitos que são na verdade fontes de desinformação. No geral eu busco as fontes clássicas como, por exemplo, As Guerras Gálicas de César. Mas a rigor, se alguém quer estudar o tema, tem que se dedicar a ler autores clássicos e mesmo religiosos (fazendo uma boa filtragem). Porque como os celtas formavam uma cultura ágrafa, não há nada deles do próprio punho, sendo o restante publicações de arqueologia. As Cartas de São Patrício, por exemplo, são uma boa fonte, indireta é claro, sobre a vida dos celtas na Irlanda.
gurtat.com: Qual o significado de seu nome na cultura Celta?
Ioldanach: Ioldanach é Mestre dos Mil Talentos. Havia uma grande guerra no horizonte entre povos até vivendo em paz por força de um tratado; Para avisar da invasão, Lugh teve que partir. Chegando ao reino, para avisar do perigo, teve que enfrentar uma série de testes, porque a lei local só permitia a entreda a quem tivesse uma habilidade útil pra aquele lugar. Então disse que era um bom ferreiro, mas já tinha um ótimo ferreiro por lá; em seguida, que era um ótimo curandeiro, mas já tinham um, e assim por diante. Para cada habilidade que ele ( Lugh ) dizia ter, respondiam que não podia entrar pois já havia alguém mais hábil. Sem poder revelar a sua identidade, por fim ele diz : ‘Chame o rei e diga que em seus portões há alguém que é um hábil ferreiro, ótimo curandeiro, excelente poeta e que desafia a todos para provar ser ele o mais hábil’. O Rei permitiu que entrasse e em desafio disse que se não comprovasse seu valor, seria morto. Ao final, depois de muitas horas, ele comprovou que era o melhor de todos em tudo. E o Rei disse que ele era merecedor de ser chamado pelo justo título de Ioldanach, o Mestre dos Mil Talentos.
Uma vez sozinho com o rei, despiu-se de seu disfarce e revelou quem era na verdade, avisando finalmente do perigo que o reino passava.
gurtat.com: Como o povo Celta desapareceu? Ou eles ainda existem?
Ioldanach: Os celtas tinham duas características: sincréticos e miscigenados, quero dizer: com cada cultura que travavam contato, eles se modificavam não só em seus costumes, mas também em sua aparência física.
No geral se consideram como celtas , ou melhor, seus herdeiros: irlandeses, escoceses, manês*, cornicos* e Galeses. Estes são só os chamados “celtas insulares”
gurtat.com: Por que estudar esta cultura?
Ioldanach: Sempre fiquei curioso a respeito do que existe além desta visão estrita “greco-romana” e “judaico-cristã”. Afinal o que escrevo sobre os celtas é o que dá mais destaque e rende maior projeção, porém, não é só sobre isto que escrevo e nem apenas é isto que estudo.
gurtat.com: quem são os principais estudiosos da cultura celta no Brasil hoje?
Ioldanach: o Brathair** (Grupo de Estudos Celtas e Germânicos) agrega os principais estudiosos (http://www.brathair.com). Também tem o pessoal não acadêmico CR, do Grupo Três Mundos (http://br.geocities.com/sitetresmundos)
gurtat.com: Quem quiser saber mais sobre esta cultura pode entrar em contato como?
Ioldanach: Pode acessar os sites: http://canalcelta.tk, http://groups.myspace.com/canalcelta, http://www.brathair.cjb.net. E também será bem-vindo à comunidade no orkut ou no MySpace do Canal Celta.
* Manês da Ilha de Man, Córnicos da Cornualha.
** Brathair é irmão em gaélico.
Ioldanach é um dos escritores mais reconhecidos sobre a cultura celta no Brasil. Desde os 12 anos estuda sobre o povo Celta.
O site gurtat.com, conversou com Felipe Barão. Formado em Educação Física pela UFRJ, entrou pra música por hobby e nunca mais parou. Hoje toca no Rio e em Brasília, sua carreira começou a decolar ano passado, depois de participar de uma peça infantil em Ipanema. Felipe tem 29 anos e em breve participará de um DVD com uma cantora de Brasília.
gurtat.com: Como você entrou pra música?
Felipe: Entrei tarde, aos 15 anos. Comecei por Hobby, na passagem do terceiro ano do colegial para a faculdade. Aos 17 anos juntamente com uns amigos resolvemos montar uma banda.
gurtat.com: Como surgiu a idéia de montar essa banda?
Felipe: Foi bem engraçado isso, pois eu sempre fui muito ligado à música na infância e adolescência. Minha mãe sempre ouviu de tudo um pouco, desde MPB até Beatles. Meu pai era mais voltado ao samba, ou seja, eu tinha influências bem diversificadas; Nunca fui daqueles que gostavam apenas de rock como a maioria da minha geração. E o que aconteceu foi que aprendi alguns acordes e conheci pessoas que estavam aprendendo também. Conversando com elas surgia a idéia de montar uma banda diferente. Ao invés de tocarmos o tradicional rock (o grunge tava no auge na época) escolhemos tocar Black Music. O nome da banda era Pepe Jones.
gurtat.com: Alguém começou a contratar vocês por já estarem cansados do tradicional Rock?
Felipe: O bom foi esse diferencial. Eles nos chamavam pra tocar exatamente porque a galera não fazia esse tipo de som. Era interessante todo mundo tocando Nirvana e eu quebrando a cabeça para tocar Chico Buarque. Meu primeiro LP foi do Michael Jackson.
gurtat.com: Quanto tempo durou a Banda? Por que terminaram?
Felipe: A Banda durou 7 anos. Participamos de diversos festivais, tocamos no Rio de Janeiro, na região dos lagos, em clubes, no reveillons, nas praias. Estávamos começando a produzir nosso próprio material, mas em outubro de 2005, por algumas "incompatibilidade de opiniões" achamos melhor encerrar. Com o tempo foram começando a surgir novas prioridades, tanto que hoje os únicos que trabalham exclusivamente com música além de mim são o baterista e o percussionista. Éramos seis integrantes: vocal, guitarra (eu), baixo, bateria, teclado e percussão.
gurtat.com: O que você fez depois que terminou a Banda?
Felipe: Eu já tocava na noite fazendo violão e voz. Eventualmente tocava como Free-Lance em algumas bandas. Quando então surgiu uma banda de JAZZ, chamada: MARFIG JAZZ CLUBE, um quarteto: guitarra, baixo bateria e gaita. Fiquei fazendo noite sozinho, com essa banda e em um projeto também com o gaitista dessa banda onde fazíamos um duo violão e gaita, onde tocávamos mais Bossa Nova, Standarts de jazz e sambas.
Continei trabalhando como free-lance, e com isso conheci algumas pessoas que me fizeram um convite para ir tocar em Brasília, para trabalhar na noite de lá e integrar a banda da cantoraTuka Villa-Lobos.
gurtat.com: E agora o que você esta fazendo?
Felipe: Estou participando da composição e pré-produção do próximo cd dela (Tuka Villa-Lobos), o que vem consumindo minhas horas diárias. Acompanho um cantor aqui no Rio também, o nome dele é Márcio Silva.
gurtat.com: Você se formou em Educação Física por que resolveu fazer este curso?
Felipe: Eu jogava basquete desde os 12 anos de idade, participei de diversos campeonatos cariocas e o basquete sempre foi muito presente em minha vida. Quando terminei o ensino médio e estava aprendendo a tocar, decidi trabalhar com basquete, e fiz educação física. Trabalhei em algumas academias e em 2005 surgiu uma oportunidade única, trabalhar com educação infantil. Trabalhei com crianças do maternal até a quarta série, o que hoje me faz pensar seriamente em fazer algo (na música) voltado para elas.
gurtat.com: Sua carreira começou a decolar depois que você participou de uma peça infantil em Ipanema ano passado. Como foi o convite para participar da peça?
Felipe: Eu trabalho em uma casa de cultura aqui no Rio, e temos o grupo de teatro GATIG. Essa peça do teatro em Ipanema foi o convite de uma atriz que já foi do grupo da casa de cultura em que trabalho(Gatig), Paloma Pedrine. Me senti super lisonjeado, pois já tinha feito trilhas pra peça, mas não tinha tocado ao vivo. E essa peça foi no Teatro Laura Alvim (em Ipanema), onde ficamos três meses em cartaz.
gurtat.com: Quais são seus planos para o futuro?
Felipe: Tenho vários projetos, falta viabilizá-los. A curto prazo quero montar um show em violão e voz mesmo, com músicas do Gonzaguinha. Em Setembro ou Outubro deve ser a gravação do DVD da Tuka, e a longo prazo quero remontar um show que fiz em 2006, chamado “Flor de Minas”, com músicas do clube da esquina. E mais para frente ainda, um CD com minhas músicas. Mas agora tudo esta voltado para o DVD, pois 80% das composições são parcerias minhas com ela e com compositores de lá mesmo.
O Músico Felipe Barão possui um site, quem quiser obter mais informações sobre ele ou como contatá-lo pode acessar: www.felipebarao.com
O site gurtat.com entrevistou Felipe da Silva Feitosa. Ele tem 28 anos e é um brasileiro que mora na Suíça. Estudante de Filosofia nos conta mais sobre as dificuldades enfrentadas por ele quando chegou ao País.
gurtat.com: Felipe, como é morar na Suíça? E desde quando você está nesse país?
Felipe: Estou aqui desde Setembro de 2007. Basicamente não é legal morar longe da sua terra, principalmente quando você é carioca e curte sua cidade, amigos, seu lugar.
gurtat.com: A suíça tem varias regiões, qual região você mora?
Felipe: Eu moro na região Italiana que faz fronteira com a Itália. Estou a 50 Km de Milão, mais ou menos.
gurtat.com: Desde sua chegada à Suíça você já conheceu outros países da Europa?
Felipe: Fui três vezes para Milão. Na Itália as coisas são mais baratas e é perto daqui.
gurtat.com: Como o Brasileiro é visto na Suíça?
Felipe: Não é muito bem visto. Eu moro em Lugano e, desde a década de 80, ocorreu uma explosão de prostitutas afetando a imagem do brasileiro de uma forma geral. Eles generalizam o Sul-americano como um todo.
gurtat.com: Quais as principais dificuldades que você enfrentou quando chegou?
Felipe: A saudade. A forma como você é visto aqui na Suíça e as dificuldades burocráticas por ser estudante também são complicadas.
gurtat.com: E quais as principais saudades do Brasil?
Felipe: Amigos, ex-namoradas, rolos, a rotina. Ir à praia quando estava com problemas, comprar uma paçoca por 30 centavos. A Família.
gurtat.com: Você está estudando?
Felipe: Faço Filosofia e Teologia.
gurtat.com: Você já trabalhou depois que chegou?
Felipe: Apenas “bicos” com informática. Agora consegui arrumar um emprego; vou trabalhar no Mcdonalds em uma cidade vizinha.
gurtat.com: Quais motivos te levaram para a Suíça?
Felipe: Minha família estava morando aqui e eu estava passando por diversas dificuldades financeiras no Brasil; também estava com vontade de estudar. E somando tudo isso, decidi vir pra cá.
gurtat.com: Sua mãe é casada com um Suíço, isso te abriu as portas mais fácil?
Felipe: Sim, pois quando você deseja vir para a Suíça, tem que ter um suíço responsável por você. Nesse sentido foi bem interessante e fazer a inscrição na faculdade não foi difícil, apenas precisei levar os documentos com a autorização do consulado.
gurtat.com: Que hábitos você conseguiu manter depois que se mudou para a Suíça?
Felipe: Os alimentares principalmente. Faço farofa, feijão. Vejo canais brasileiros pela Internet, leio jornal, converso com amigos. De modo geral, meus modos mudaram radicalmente.
gurtat.com: Como é a cidade onde você vive?
Felipe: Para o nosso padrão é uma cidade pequena (ainda mais pra mim que vim do RIO). Tem aproximadamente 55 mil habitantes.
gurtat.com: Você se sentiu mais seguro depois que foi morar aí?
Felipe: Isto é bem interessante. Outro dia fui para Milão e senti a diferença. Milão é parecido com São Paulo e tem criminalidade, quando voltei pra Suíça senti uma sensação de segurança. Conversando com alguns Brasileiros que já voltaram pro Brasil para visitar a família eles sempre falam que têm medo até de atravessar a rua.
gurtat.com: Qual a principal diferença que você vê de um país de primeiro mundo, como a Suíça, para o Brasil?
Felipe: A educação é um fator bem interessante. A educação é estatal e não tem divisão social dentro das escolas. Eu tenho duas irmãs menores e elas estudam com milionários. As funções públicas aqui realmente funcionam e, com o dinheiro que sobra, eles tentam manter a cidade bonita.
gurtat.com: Você vê algum problema de corrupção pelos meios de comunicação?
Felipe: Eles não costumam divulgar os problemas deles; a mídia aqui não costuma divulgar problemas como estes. Ouvi dizer que teve um problema na polícia sobre drogas, mas eles não divulgam.
gurtat.com: Você está em reta final de provas na faculdade, como são as provas?
Felipe: Aqui as provas são orais, e se eu não conseguir os créditos tenho que refazer a matéria. Você marca a prova e o professor faz algumas perguntas, para ver se você sabe a matéria. Quando você não consegue os créditos, ainda pode remarcar para fazer em outro dia.
gurtat.com: Você já precisou usar o sistema de saúde da Suíça?
Felipe: O “SUS” aqui é interessante, pois ele é “meio” privatizado. Você é obrigado a ter um plano de saúde. Quando você necessita de algo, vai até o médico que te uma requisição e você leva ao plano de saúde, onde lhe dão o dinheiro.
gurtat.com: Como é o seu dia-a-dia?
Felipe: Basicamente estudo e entro na Internet, onde vejo sobre o trabalho. A Suíça é conhecida como um país chato (o mais chato que existe), já que aqui as baladas terminam às duas da manhã. Tudo tem que fechar às duas da manhã.
gurtat.com: Você lê jornal?
Felipe: Leio jornais brasileiros como: Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, O Globo, O Estado de São Paulo. Leio também alguns jornais Italianos e, às vezes, New York Times e BBC. Dos jornais suíços eu não gosto.
gurtat.com: Qual o tempo limite que você pode trabalhar?
Felipe: São 15 horas semanais. Se eu trabalhar mais posso até ser expulso do País.
gurtat.com: Quando você pretende voltar ao Brasil?
Felipe: Gostaria de ter voltado já! Mas como foi difícil conseguir um emprego e me estabilizar aqui, pretendo ir apenas ao final do ano, quando tiver férias do trabalho e da faculdade.
Felipe da Silva Feitosa era morador do Rio de Janeiro e desde Setembro de 2007 está na Suíça.
Esteve ontem em Cascavel para o 4º Ciclo de Palestras da CBN o âncora do programa CBN Brasil e comentarista econômico dos programas noticiosos da CBN, do Jornal das Dez (da Globonews) e do Jornal da Globo, Carlos Alberto Sardenberg.
Com o tema “O Brasil Surfando na Crise”, Sardenberg abordou o panorama atual da economia externa e interna e também como deverá se manter a economia nos próximos anos.
Em entrevista para o site gurtat.com, Sardenberg respondeu sobre o P.A.C. (Programa de aceleração do crescimento), e também sobre o grande impulso que para ele falta ao Brasil.
gurtat.com: Para você o P.A.C. é uma vacina contra a crise externa?
Sardenberg: O P.A.C. para mim é mais uma peça de propaganda, o governo não esta criando uma coisa nova, pega investimentos que normalmente faria e está empacotando em uma versão nova e lançando por aí. Fazendo seguidos lançamentos que são claramente eleitoreiros. Embora o presidente diga que não, mas parece e é.
gurtat.com: O P.A.C. é um grande investimento para o Brasil hoje ou ainda precisamos de mais?
Sardenberg: O fato é que o Brasil precisa de muito mais investimentos, o PAC não aumenta o investimento público, aumenta uma coisinha aqui outra ali, e não mobiliza tanto o investimento privado. Ano passado o investimento privado aumentou, mas não aumentou tanto e está aumentando muito pouco.
gurtat.com: Você acredita que depois desse super aquecimento econômico podemos entrar em recessão como aconteceu no passado?
Sardenberg: Creio que não. Devemos crescer menos mas continuaremos a crescer, sem riscos de recessão.
gurtat.com: O grande impulso que falta hoje para o Brasil é a entrada da iniciativa privada?
Sardenberg: Eu acho que sim, precisamos de um surto de investimentos privados em todos os setores da economia, incluindo toda infra-estrutura.
Carlos Alberto Sardenberg escreve uma coluna em O Estado de São Paulo, às segundas-feiras, e outra coluna, às quintas-feiras, no jornal O Globo.
Mantém também seu site: www.sardenberg.com.br. É Palestrante na área de política e política econômica.
Conversei com piloto Fernando Gonçalves Coelho JR., professor de direito aeronáutico, membro da Sociedade Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA) e mestre em direito internacional.
Gurtat: Como analisar esta grande catástrofe para a aviação brasileira?
FERNANDO: Uma vergonha nacional. A queda do Boeing-737 da GOL (2006) alertou todos os especialistas do setor para a crise do nosso SAC (Sistema de Aviação Civil). Em várias oportunidades alertamos para o risco de se operar em Congonhas, dentre outros. Mas as autoridades do setor carecem de humildade e competência para gerir o transporte aéreo brasileiro.
Gurtat: Foi uma irresponsabilidade a INFRAERO ter liberado a pista naquela condição?
FERNANDO: Certamente a INFRAERO teve responsabilidade direta no desastre do Airbus da TAM. E ela sabia que isso poderia ocorrer com qualquer outra aeronave. Antes disso, um B-737 da BRA quase alcançou uma movimentada avenida ao entorno do aeroporto paulista e, um dia antes do acidente da TAM, um ATR da Pantanal Linhas Aéreas derrapou da pista por causa de uma hidroplanagem ocorrida na aterrissagem.
Gurtat: Se fosse você o piloto daquele vôo, qual teria sido sua reação?
FERNANDO: Depois do acidente, todos dizem que procederiam de determinada maneira, criando soluções mágicas. Na realidade, qualquer um poderia ter morrido naquela oportunidade. Os dois comandantes da TAM tinham juntos cerca de 30 mil horas de vôo, portanto extremamente experientes. Se a pista fosse maior, certamente os tripulantes teriam mais condições (de espaço e tempo) para tentar parar a aeronave ou, se necessário, arremeter (decolar novamente).
Gurtat: E a culpa?
FERNANDO: Parte da mídia atribui a culpa aos pilotos. Mas isso é uma inverdade. O reverso não é crucial para frear uma aeronave, ela deve parar em função de seus freios hidráulicos com total segurança. A ausência de ranhuras na pista foi evidenciada em várias hidroplanagens ocorridas em Congonhas, ela oferece uma segurança ímpar na frenagem de aviões de médio de grande porte. Quem não é da área tem certa dificuldade de acreditar que uma aeronave do porte do A-320 possa escorregar sobre a água. Mas a aquaplanagem pode acontecer com aviões de qualquer tamanho. Infelizmente é mais fácil responsabilizar os pilotos, que não podem se defender mais, do que localizar os reais motivos do desastre.
Noutro vértice, sabemos que o Governo Federal tem envolvimento direto com o ocorrido e, da mesma forma, temos ciência de que ele proporcionou o caos em que se encontra nossos céus. Desde o advento da ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil, especialistas foram substituídos por ativistas políticos. Tiraram o DAC - Departamento de Aviação Civil - órgão que gerenciou nosso SAC em níveis europeus por mais de seis décadas - e implantaram uma agência que nada regula. Em apenas um ano e meio de existência, a ANAC praticamente rebaixou nosso nível de segurança aéreo para níveis próximos dos africanos. Concomitantemente, a INFRAERO se encontra em situação semelhante, com uma crise institucional sem precedentes, maculada pela distribuição de cargos e denúncias de corrupção. Conforme dados do TCU - Tribunal de Contas da União, tais instituições não repassaram cerca de 522 milhões de reais para reformas de pistas, manutenção de radares, etc. Esse contingenciamento de gastos foi justificado (pelo Gov. Federal) para ajudar o aumento do superávit primário. Ou seja, conforme o raciocínio dos nossos governantes, perdem-se vidas, mas não o dinheiro.


